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Patriarca Sako: temor de novo êxodo de cristãos da planície de Nínive

Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Dom Louis Raphaël I Sako - AFP

31/10/2017 11:18

Bagdá (RV) - O referendo para a independência do Curdistão iraquiano desencadeou uma nova onda de violências que atingem as “cidades cristãs da planície de Nínive”. O resultado é que “muitos habitantes” fugiram, criando uma “renovada atmosfera de ânsia e medo”, que acabará por “criar novas divisões e impedirá a reconstrução e o retorno das pessoas a suas casas”.

É o que ressalta o Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Dom Louis Raphaël I Sako, num apelo publicado no site do patriarcado e enviado à agência AsiaNews. Na carta o líder da Igreja iraquiana evidencia o perigo que de este ulterior conflito, numa terra já marcada pelo sofrimento, possa gerar “ulteriores migrações” dos cristãos para o exterior.

Renúncia do presidente do Curdistão

Numa situação de crescente tensão, o líder curdo Massoud Barzani, 71 anos, anunciou ao Parlamento sua renúncia ao encargo de presidente do Curdistão, poucos dias antes do vencimento de seu mandato, previsto para esta quarta-feira, 1º de novembro.

Barzani não pretende candidatar-se novamente à liderança da região e lança uma duríssima acusação aos EUA e a uma parte da componente curda. Acusa Washington de já ter esquecido o apoio fundamental dos Peshmergas no combate ao Estado Islâmico em Mosul e em outras zonas do Iraque.

Tropas de Bagdá respondem proposta de referendo com ofensiva nos territórios curdos

Trata-se do principal promotor e artífice do referendo pró-independência, em resposta ao qual as tropas regulares iraquianas lançaram uma ofensiva nos territórios – entre os quais Kirkuk – há tempo controlados pelos curdos.

Num pronunciamento feito na Tv curda, o líder afirmou querer continuar “sendo um Peshmerga nas fileiras do povo curdo, que defenderá sempre as vitórias obtidas pelos curdos”.

Líder curdo acusa Bagdá de violar trégua e Constituição 

Ademais, Barzani acusou o governo de Bagdá de ter violado a trégua e a Constituição ocupando Kirkuk com a força. E não poupou ataques – mesmo sem referências explícitas – aos rivais da União Patriótica do Curdistão (Upk) pela “traição” que levou à perda de Kirkuk  (e de seus poços petrolíferos, recurso essencial para o caixa de Irbil).

Igreja iraquiana convida as partes ao diálogo

Num quadro de tensão e violências, a Igreja iraquiana quis intervir novamente convidando as partes ao diálogo “analisando a situação e buscando resolver todos os problemas irresolutos com um renovado espírito de coragem e plena responsabilidade, olhando para o bem do país”. (RL/AsiaNews)

31/10/2017 11:18