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Igreja atende 38 milhões de marítimos, 'prisioneiros na rede'

Condições de trabalho precárias marcam vida dos pescadores - AFP

11/10/2017 13:38

Kaohsiung (RV) - Kaohsiung  é a maior cidade portuária do sul de Taiwan, e foi a sede do recém-encerrado 24º Congresso Mundial do Apostolado do Mar. O evento recebeu grande apoio do governo e das universidades e teve a participação de mais de 250 sacerdotes, pescadores da ilha, convidados estudiosos e especialistas no setor.

O tema desta edição foi “Prisioneiros na rede”, uma preocupação com os pescadores e perigos aos quais estão expostos e às condições desumanas em que são obrigados a trabalhar. Outros problemas ligados a esta vida incluem as explorações a que são submetidos: mal pagos, não se sentem donos de suas vidas, muitas vezes caem em mãos de organizações criminosas e se tornam vítima do tráfico de trabalho forçado.

Infelizmente, o fenômeno não se limita a um pequeno número de casos e regiões: o mundo inteiro está sujeito à ameaça do crime organizado, que por vezes envolve até crianças.

“A escravidão não terminou”, disse Dom Sanchez Sorondo, Presidente da Pontifícia Academia para as Ciências Sociais, participando do evento em Taiwan.

Já o Card. Peter Kodwo Appiah Turkson, Prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, referiu que “muitas crianças já foram forçadas à escravidão e continuam sendo”. “O compromisso da Santa Sé é promover uma sensibilidade sobre este problema, para romper a corrente da escravidão”, disse.

O Apostolado do Mar, obra oficial da Igreja para a pastoral junto aos marítimos, nasceu em outubro de 1920 no porto de Glasgow, na Escócia e hoje atende 38 milhões de pessoas que trabalham no mar de nacionalidades e religiões diferentes, oferecendo educação de base, inclusive para suas famílias. 

(cm)

11/10/2017 13:38