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Episcopado boliviano contrário à reeleição de Evo Morales

Evo Morales cumpre seu terceiro mandato até 2020 - REUTERS

03/10/2017 13:00

La Paz (RV) – A Igreja Católica na Bolívia qualificou como “grave dano à democracia” o recurso apresentado ao Tribunal Constitucional, que caso aceito, permitirá ao Presidente  Evo Morales disputar um quarto mandato. O terceiro mandato de Morales termina em 2020.

O recurso do Movimento ao Socialismo (MAS), pede ao Tribunal que revise os artigos da Constituição que impedem que os governantes sejam reeleitos de modo indefinido.

Este pedido - diz um comunicado do episcopado - “poderia nos colocar em uma situação de vulnerabilidade da ordem constitucional, com imprevisíveis consequências”.

“Este ato constitui um grave dano à democracia e desconsidera a vontade popular expressa no referendo de 21 de fevereiro de 2016”, que rejeitou por 51% dos votos uma eventual reforma da Constituição.

Os expresidentes Carlos Mesa (2003-2005) e Jorge Quiroga (2001-2002), além do  líder de Unidad Demócrata, Samuel Doria Medina, entraram com um recurso conjunto esta semana junto ao Tribunal Constitucional, para que fosse rejeitado oo pedido do MAS, mas sem êxito.

A eleição da Chanceler alemã Angela Merkel para um quarto mandato também é usada como argumento pelos oficialistas em favor de um novo mandato de Evo Morales, que considerou na segunda-feira que o anseio de seu partido “é legal e constitucional”.

No poder desde 2006, Evo Morales venceu três disputas eleitorais. A última, depois da aprovação de uma nova Constituição em 2009. (JE/AFP)

03/10/2017 13:00