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Luta contra Aids: jovens se mobilizam em corrente de atendimento no Brasil

Grupos de jovens abraçam quem já convive com o HIV no Rio Grande do Sul - AFP

02/10/2017 09:00

Porto Alegre (RV) – A população que gera maior preocupação no Brasil quando se trata de Aids é aquela jovem. A pior fase da epidemia de HIV, entre as décadas de 1980 e 1990, realmente já passou, mas a doença persiste e o trabalho de conscientização e tratamento se torna fundamental nesse panorama.

A coordenadora do Serviço de Evangelização da Juventude, Regional Sul 3 da CNBB, Irmã Zenilde Fontes, trabalha diretamente com grupos de jovens que estão sendo estimulados a abraçar quem já convive com o HIV – a exemplo da Pastoral da Aids. Sobretudo no Rio Grande do Sul, adianta ela, em que dados de infecção na juventude é alarmante, “é necessário multiplicar essas experiências para que seja formada uma corrente de atendimento no Estado que atenda essas realidades”.

Ir. Zenilde - “Nesse cenário, a juventude que descobre que tem o vírus, não faz muita questão de fazer o tratamento, não tem muita perspectiva de vida: se morrer, morreu; se não deu certo, tudo bem. Mas quando são pais existe uma preocupação maior porque há filhos para cuidar, então buscam ajuda para poder sobreviver.”

A Pastoral da Aids atua no país através de mobilizações locais de prevenção que informam a sociedade, mas, principalmente, com ações que dão acolhimento e apoio a quem vive e convive com o vírus HIV. Agentes capacitados trabalham na assistência de base, sem preconceitos, acompanhando e defendendo os direitos de quem foi infectado.

Em Porto Alegre, o projeto dos freis capuchinhos é realizado na Casa Fonte Colombo. O centro de acompanhamento de pessoas portadoras do vírus HIV oferece desde refeições a terapias alternativas, mas também um espírito comunitário já que os pacientes se ajudam entre si.

Ir. Zenilde - “Essa obra é praticamente tocada por pessoas voluntárias: massoterapeutas, psicólogos, enfermeiros, cabeleireiros; todos em volta para fornecer uma dignidade melhor pra pessoa, para serem enxergados como gente. Eles recebem banho quente e comida, como arroz e feijão. Ali se faz voluntariado pra tudo pra se caminhar por uma vida digna. Além disso, se faz um mapeamento nos locais mais carentes da cidade para também desenvolver um trabalho de conscientização em relação à doença.”

Uma pessoa que segue o tratamento da doença tem grande qualidade e expectativa de vida, com inserção social e familiar normal. O engajamento em prevenção, tratamento e realização de testes, então, é de suma importância, principalmente na faixa jovem da população.

Ouça a reportagem de Andressa Collet sobre o assunto aqui:

02/10/2017 09:00