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Ruíram casas e igrejas, mas não a fé dos mexicanos, diz Dom Ramón Castro

Igreja de São Vicente Ferrer, em Juchitan de Zaragoza, Estado de Oaxaca - AFP

26/09/2017 14:18

Cidade do México (RV) – “Uma contagem dos danos é impossível. Milhares e milhares de casas que desabaram, milhares e milhares de desabrigados. Tantas casas inabitáveis”.

O triste relato à Agência Sir é do Bispo de Cuernavaca, Dom Ramón Castro, uma semana após o abalo de 8.2 na Escala Richter que provocou, segunda dados ainda provisórios – 324 vítimas na região central do México.

Há dois dias o prelado está percorrendo sem descanso – não obstante as ligações precárias – o território de sua Diocese, que abrange boa parte do pequeno Estado de Morelos, ao sul da Cidade do México.

Danificadas pelo sisma também “igrejas, muitas delas com incalculável valor histórico e artístico”. ‘Segundo as primeiras estimativas – conta Dom Castro – em nossa Diocese existem 11 igrejas com danos que impossibilitam o seu uso. Estamos improvisando nos pátios, locais para celebrar a Missa e assistir espiritualmente o nosso povo”.

A todos que encontra nestes dias, o prelado procura deixar uma mensagem de esperança: “São dias realmente tristes, dramáticos, dolorosos, mas estou compartilhando com a minha comunidade, com o meu povo, com o meu rebanho, uma ideia que parece fundamental. Ao ver o que aconteceu, certamente ruíram casas, igrejas, cidades, mas não ruiu a fé, a esperança, a fortaleza que nos fazem seguir em frente”, afirmou com veeemencia Dom Ramón Castro.

Para ele, “o coração dos mexicanos tem um grande potencial, o que pode ser constatado nestes dias”.

Extraordinária, de fato, foi a resposta de solidariedade da população e o compromisso da Igreja local, no pós-terremoto.

26/09/2017 14:18