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O segredo de trabalhar com o jovem, segundo Pe. Zezinho: deixar ele falar

Durante uma semana os jovens, inclusive brasileiros, participaram de seminário em Roma - RV

18/09/2017 09:00

Roma (RV) – Pelo menos durante a última semana, num processo que antecede o Sínodo dos Bispos de 2018, a Igreja se transformou numa caixa de ressonância para os jovens do mundo inteiro que estavam em Roma para um seminário internacional. Padre Zezinho, que fez parte da ala adulta, especialista e mediadora do encontro, acredita que amplificar a voz da juventude é o segredo para trabalhar com eles.

Pe. Zezinho -  “Nós precisamos deixar o jovem falar. Desde Sócrates até os últimos 80 anos, falava-se do jovem, mas o jovem não podia falar. Mas, com o crescimento dos meios de comunicação, os jovens estão falando, até mais do que adultos, mas depois de um tempo ele vai querer nos ouvir também. Quem deixa o filho falar, depois de um tempo vai querer ouvir o filho. E também a Igreja. Se deixar os jovens falarem, depois eles vão querer ouvir a Igreja. Esse é o segredo de trabalhar com o jovem: deixar falar. E depois quem fala é a sabedoria dos adultos. Eles respeitam e veneram um adulto que deixa ele falar. É só uma questão de um ouvir o outro.”

Essa comunhão, com ideias que se conciliavam e outras vezes que se confrontavam, foram de grande valor e enriquecedoras para aproximar os jovens da Igreja, num grande compartilhar de mentes de diferentes gerações. Segundo os próprios representantes brasileiros no evento, esse processo que antecede o Sínodo refletiu os novos movimentos da Igreja, na promoção e na abertura do diálogo com a juventude.

Segundo Vitor, jovem missionário da Comunidade Shalom que vive há mais de um ano em Roma, o protagonismo se dá assim: a Igreja vai em saída, dá voz, responsabilidades e confia nos jovens que, de consequência, se sentem atraídos e querem dar vida a essa realidade que também é de experiência espiritual. Todos chegam juntos a uma “renovação jovem”, acrescentou ele, a um “diálogo intergeração” muito enriquecedor, mesmo que exista uma “aparente complexidade da juventude, mas que”, garante Vitor, “tem uma simplicidade interior”.

Vitor - “A Igreja que escuta os jovens, e os jovens que escutam a Igreja, e juntos a gente vai encontrando as respostas. Esse é o Sínodo! Porque às vezes a gente pensa que é muito complexo entender o jovem, mas no final a gente percebe que o jovem é simples, que o jovem quer coisa grande, que o jovem quer ser protagonista e que o jovem quer ser amado e escutado.”

Confira a reportagem especial de Andressa Collet, clicando aqui: 

18/09/2017 09:00