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Brasil é um dos poucos países com política específica para os hemofílicos

A hemofilia é uma doença genética

05/09/2017 18:59

Cidade do Vaticano (RV) - Continuamos em nosso espaço de saúde a nossa conversa sobre as doenças que acometem o sangue com a hematologista Dra. Mariza Mota hematologista, docente na Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).

Uma dessas doenças é a hemofilia, um distúrbio na coagulação do sangue. Quando cortamos alguma parte do nosso corpo e começa a sangrar, as proteínas, elementos responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento de todos os tecidos do corpo, entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação. As pessoas portadoras de hemofilia não possuem essas proteínas e por isso sangram mais do que o normal.

A hemofilia é uma doença genética, transmitida dos pais para os filhos no momento em que a criança é gerada. Os tipos de hemofilia são A, B e C. Atinge predominantemente o sexo masculino e não tem cura.

No Brasil, predomina a de tipo A. O país é o terceiro do mundo em número de portadores.

A hemofilia tipo A é a mais comum, causada pela deficiência no fator VIII de coagulação. A hemofilia tipo B é causada por uma deficiência no fator IX. O Brasil está entre os países que ampliou significativamente o atendimento aos hemofílicos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
Segundo o Ministério da Saúde, isso significa que portadores de hemofilia têm acesso na rede púbica de saúde a medicamentos para doenças do sangue. 

Cerca de 12 mil hemofílicos são atendidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Brasil é um dos poucos países com uma política específica para esse público.

Quando a mulher é a portadora da doença, transmite para os filhos homens, que normalmente desenvolvem a doença. Já os homens só transmitem a doença para as filhas mulheres, que normalmente são portadoras da hemofilia sem manifestar a doença. Porém, poderão transmitir a doença a um filho do sexo masculino, no qual a doença se manifestará.

Os sintomas da Hemofilia A e B são idênticos, sendo caracterizados por sangramentos repetidos e prolongados, principalmente nas articulações e músculos. O sintoma mais sério da hemorragia é a interna, já que por não ser visível fica mais difícil de ser identificada. 

A hemofilia pode ocorrer em qualquer parte do corpo danificando nervos, ossos, tecidos e articulações. Normalmente as hemorragias repetidas ocorrem em articulações como cotovelos e joelhos. Em casos de sangramento no antebraço ou virilha, a hemofilia pode resultar em pressão nos nervos, dormência e dor.

A princípio, o tratamento era baseado em constantes transfusões de sangue. Atualmente, o paciente recebe apenas o fator anti-hemofílico, seja o fator VIII ou o fator IX. O objetivo do tratamento é alcançar níveis suficientes do fator deficitário para evitar as hemorragias.

(MJ/OMS/fiocruz/infoescola)

05/09/2017 18:59