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Alemanha: encontro de líderes religiosos contra guerras

Primeiro Dia Mundial de Oração pela Paz, em Assis, com João Paulo II, 1986 - RV

02/09/2017 15:30

Münster (RV) - Aumentaram nas últimas semanas as adesões ao evento “Sede de paz”, encontro internacional no espírito de Assis que se realizará de 10 a 12 deste mês, em Münster e Osnabrück, na Alemanha, em colaboração com as dioceses das duas cidades.

A iniciativa, promovida pela Comunidade de Santo Egídio, é o primeiro grande evento pela paz de 2017, considerando que nas últimas semanas houve um recrudescimento do terrorismo, com atentados na Catalunha e Burkina Faso. 

“Uma ocasião para lançar uma forte mensagem ao mundo. É preciso fazer mais, e com urgência, contra a violência e pela paz. Um compromisso em que as religiões desempenham um papel delicado e importante. Podem até ser manipuladas, mas se endereçadas ao diálogo, restituem uma alma a países e continentes em crise e divididos entre si”, disse o presidente da Comunidade de Santo Egídio, Marco Marco Impagliazzo.

Durante três dias se debaterá na Alemanha, coração de uma Europa que, em crise de solidariedade, deve reencontrar na construção da paz o seu fundamento.

Além da presença de vários representantes religiosos, cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e outras religiões asiáticas, autoridades institucionais e do mundo da cultura, está prevista uma grande participação popular, com vários jovens de toda a Europa, para apoiar o encontro promovido, a cada ano, pela Comunidade de Santo Egídio, após o histórico dia de Oração pela Paz de Assis realizado por João Paulo II, em 1986.

Estarão presentes a Chanceler alemã, Angela Merkel, o Grão-Imame de Al-Azhar, Al-Tayyeb, máxima autoridade do Islã sunita que recentemente acolheu o Papa Francisco no Cairo; o Presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, país onde passa um grande fluxo de migrantes em direção ao norte e estratégico para o combate ao terrorismo; Pe. José Alejandro Solalinde do México, símbolo da luta ao narcotráfico; o Cardeal Dieudonné Nzapalainga, da República Centro-Africana, o representante dos Rohingya de Mianmar, Al-Haj U Aye Lwin, e outros.

Dentre os temas dos vários painéis em programa, o da paz e do diálogo inter-religioso, o da não violência, desarmamento, migrações, direito à saúde, corrupção e justiça social. Estão previstos também debates sobre países como Iraque e Tunísia, e alguns testemunhos. 

(MJ)

02/09/2017 15:30