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Pe. Raimundo: Igreja de portas abertas para vítimas do Sudão do Sul

Pe. Raimundo celebrando com os sul-sudaneses

25/08/2017 07:00

Cidade do Vaticano (RV) - Continuamos a nossa conversa com o missionário comboniano Pe. Raimundo Rocha dos Santos que trabalhou vários anos no Sudão do Sul, país martirizado pela guerra civil. 

Pe. Raimundo disse que a Igreja teve um papel fundamental desde o início do conflito em 2013.

"A gente não pode deixar de mencionar o papel da Igreja que foi fundamental desde o começo dos conflitos. Primeiro, sendo como uma instituição mãe, acolhedora, sobretudo das vítimas da guerra, sem fazer distinção de etnia, você pertence a esse grupo ou àquele clã, a essa comunidade étnica. Tribalismo não deve existir. A Igreja é uma comunidade para todos e sempre se manteve de portas abertas para acolher as vítimas, todo mundo, e ao mesmo tempo oferecendo apoio psicossocial para a superação dos traumas. E apoio também do ponto de vista alimentar", disse o missionário.

Pe. Raimundo disse ainda que "a Igreja tem oferecido muito apoio também no diálogo, sentando como mediadora de conflito junto com as partes envolvidas, tentando ser promotora de diálogo. A partir daí chegou-se ao Papa Francisco. A Igreja Católica e as outras Igrejas cristãs que no Sudão do Sul se chama de Conselho de Igrejas Cristãs se sentaram e procuraram a melhor forma de levar o conflito fora do país. Uma comissão veio, em janeiro passado, e se encontrou com o Papa Francisco que demonstrou muita preocupação com o Sudão do Sul e disse que quer ir visitar o país."

(MJ)

25/08/2017 07:00