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Começa em São Salvador o "Caminho de Dom Romero"

Mártir foi beatificado em 2015 e aguarda canonização - RV

11/08/2017 09:33

San Salvador (RV) – Com o lema: “Caminhando ao local de nascimento do profeta”, a Igreja em El Salvador inicia sexta-feira na capital (11/08) a peregrinação Caminho de Dom Romero” até Ciudad Barrios (noroeste), povoado natal do arcebispo. A celebração conclusiva, recordando 100 anos de nascimento do beato, no próximo 15 de agosto, será presidida pelo arcebispo de Santiago do Chile, Cardeal Ricardo Ezzati, enviado especial do Papa Francisco.

Peregrinação terá 150 km

Revelando à imprensa alguns detalhes da peregrinação, o cardeal e bispo auxiliar de São Salvador, Dom Gregorio Rosa Chávez, assinalou que ela deve dar “um sinal de esperança ao povo que peregrina em busca de unidade”.  

Cerca de 700 salvadorenhos devem participar do primeiro dia da caminhada, que totalizará 150 km, informou a Irmã Reyna Zelaya. A assistente do cardeal completou que “está tudo pronto para esta experiência, que marcará a vida de muitas pessoas”.

Quem foi o beato

Óscar Arnulfo Romero y Galdámez foi morto com um tiro na cabeça em 24 de março de 1980 enquanto celebrava missa na capela de um hospital. O inquérito instaurado pela ONU estabeleceu que o criminoso era um sicário de Roberto D’Aubuisson, líder do partido nacionalista Arena, e que o homicídio era uma resposta às contínuas denúncias que o arcebispo fazia das violências cometidas pelas milícias paramilitares contra a população civil.  

A morte de Dom Romero foi reconhecida como martírio ‘in odium fidei’ e o arcebispo foi beatificado em 23 de maio de 2015 em São Salvador.

Um novo milagre pode levá-lo à canonização rápida

Atualmente, segundo o postulador da causa de canonização, Dom Vincenzo Paglia, está sendo analisada a documentação sobre a cura inexplicável de uma gestante que teria sido miraculada por intercessão do beato:

“É importante que se difunda a sua devoção porque seu testemunho é cada vez mais exemplar neste país em que aumentam os conflitos e violência e um espírito de fechamento que está ‘levantando novos muros’. Seu testemunho era radicalmente evangélico e deve ser compreendido em toda sua força. O próprio Papa, dirigindo-se aos bispos salvadorenhos depois da beatificação, falou de um martírio também ‘pós-morte’, referindo-se às críticas a seu reconhecimento”, conclui o arcebispo italiano, Presidente da Academia para a Vida.  

(CM)

11/08/2017 09:33