Ler o artigo Acessar menu principal

Redes Sociais:

RSS:

Rádio Vaticano

A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo

outras línguas:

Igreja \ Igreja no mundo

Imprensa católica francesa cria Prêmio em memória de Padre Hamel

Papa Francisco diante da foto do Pe. Jacques Hamel, na missa celebrada em sufrágio do sacerdote assassinado - EPA

09/08/2017 20:10

Paris (RV) - Apoiar todas as iniciativas em favor da paz e do diálogo inter-religioso: com esse objetivo, a Federação da mídia católica (Fmc) na França decidiu instituir o “Prêmio Padre Jacques Hamel”, em memória do sacerdote assassinado por mão jihadista em 26 de julho de 2016 durante a missa por ele celebrada na Igreja de Santo Estêvão de Rouvray, próximo de Rouen.

“No âmbito dos dramas que marcaram a atualidade nestes últimos meses, na França e em outros lugares, a mídia teve um papel essencial na resistência ao ódio e à violência” – lê-se num comunicado da Fmc.

Nessa ótica, “o Prêmio Padre Hamel será destinado a um trabalho jornalístico de qualidade, colocado a serviço dessa causa”. As matérias jornalísticas que concorrerão ao Prêmio deverão ser difundidas, pela primeira vez, durante 2017 e poderão pertencer a jornais da imprensa escrita, do rádio ou da televisão.

O reconhecimento, atribuído por um júri instituído para tal, corresponderá a 1.500 euros e será designado no âmbito das Jornadas internacionais São Francisco de Sales, cuja realização está programada para Lourdes, na França, em janeiro de 2018.

A escolha da ocasião não é casual: efetivamente, graças a sua capilar obra de difusão da doutrina cristã, São Francisco de Sales tornou-se Patrono dos jornalistas.

O homicídio de Padre Hamel, ocorrido um anos atrás, suscitou comoção no mundo inteiro. Em 14 de setembro passado o Papa Francisco celebrou a missa matutina na Casa Santa Marta, no Vaticano, em sufrágio do sacerdote da qual participaram 80 peregrinos da Diocese de Rouen, junto com seu bispo, Dom Dominique Lebrun.

Na ocasião, o Pontífice definiu Padre Hamel “um homem bom, mansueto, fraternal, que sempre buscava a paz” e que, ao invés, “foi assassinado como se fosse um criminoso. Esse é o fio satânico da perseguição”, acrescentou Francisco. (RL)

09/08/2017 20:10