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"Caminhos de paz": as religiões podem e devem fazer mais pela paz

"As religiões podem e devem fazer mais pela paz” - AFP

30/06/2017 13:41

Osnabrück  (RV) –  A iniciativa “Caminhos de Paz” recebe novas adesões a cada ano. Este encontro internacional promovido pela Comunidade Santo Egídio nasceu do histórico Dia de Oração pela Paz - convocado pelo Papa João Paulo II em 1986 – e tem por objetivo promover o diálogo entre as religiões e com o mundo da cultura.

Angela Merkel

Em uma coletiva de imprensa na manhã de quinta-feira em  Osnabrück, Alemanha, foi anunciada a participação este ano da Chanceler Angela Merkel, que assim, soma-se às numerosas outras autoridades e líderes religiosos de todo o mundo que tomarão parte no encontro a ser realizado de 10 a 12 de setembro no “coração da Europa”, precisamente nas Dioceses de Münster e Osnabrück.

Cesare Zucconi, falando pela Comunidade de Santo Egídio, recordou que neste momento histórico marcado por conflitos e pelo terrorismo, existe a necessidade de insistir na dissociação das religiões das guerras e de todo tipo de violência. “Existe hoje a necessidade de uma visão global e ecumênica”, destacou.

Religiões, parte da solução

“As religiões – acentuou -  caso não se deixarem instrumentalizar, são uma parte imprescindível da solução. As religiões têm energias de paz, que devem ser libertadas. Durante estes anos, com o Espírito de Assis, as religiões tornaram-se mais conscientes de suas responsabilidades. As religiões podem e devem fazer mais pela paz”

O Bispo de Münster, Dom Felix Genn, convidou por sua vez “para que se continue a acreditar de que é possível mudar o mundo, como faz Santo Egídio, nascida em 1968, quando havia uma ânsia de mudanças na sociedade".

Construtores de paz

Já o Bispo de Osnabrück, Franz Joseph Bode, recordou que na iniciativa “Caminhos de paz” tomarão parte numerosos testemunhos de países em guerra: “Não é teoria, ouçamos o que dizem. Pedem a nós para sermos construtores de paz”.

Os diversos painéis do encontro tratarão de temas como ambiente, migrações, integração, exploração de menores, tráfico de seres humanos, guerras.

Em setembro passado em Assis, 30 anos após o histórico encontro convocado por Wojtyla, tomaram parte, além do Papa Francisco, numerosos líderes religiosos de diferentes credos. Na ocasião, Francisco havia sublinhado que “não existe nenhuma guerra santa, somente a paz é santa”. (JE)

 

30/06/2017 13:41