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Ministra canadense: Francisco, líder na defesa do ambiente

A ministra Catherine McKenna durante a Audiência Geral desta quarta-feira - REUTERS

14/06/2017 16:48

Cidade do Vaticano (RV) - Defesa do ambiente, combater as mudanças climáticas e acolhimento dos migrantes. Estes foram os temas abordados pela Ministra canadense para o Meio Ambiente, Catherine McKenna, no Vaticano, durante o encontro com o Arcebispo Silvano Maria Tomasi e o Subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, Pe. Michael Czerny SJ.

Nos dias 12 e 13 deste mês, o organismo vaticano promoveu um congresso sobre migrantes, refugiados e vítimas do tráfico na sede da Caritas Internacional. O encontro contou com a presença de bispos, diretores de comissões da Pastoral dos Migrantes e Refugiados das Conferências Episcopais dos cinco continentes.

Antes de participar, nesta quarta-feira (14/06), da Audiência Geral com o Papa Francisco, a ministra concedeu uma entrevista ao colega Alessandro Gisotti. 

Catherine: “Para mim é uma experiência incrível ver o interesse do Papa e do Vaticano sobre temas importantes para os canadenses, como o ambiente e mudanças climáticas, mas também sobre questões ligadas aos migrantes e refugiados e os objetivos de desenvolvimento sustentável. Penso que o resultado dessa minha visita será a oportunidade para nós de trabalhar de maneira mais estreita com o Vaticano nos âmbitos que para o nosso Governo são muito importantes.” 

O primeiro-ministro Justin Trudeau é muito comprometido com os temas do ambiente. Quanto é importante o compromisso da Igreja e do Papa em favor do ambiente e sobre tema das mudanças climáticas?

Catherine: “Penso que a liderança do Papa seja extraordinária a propósito de tutela do ambiente e mudanças climáticas. Acredito que isso seja muito importante. De fato, falamos com um grande número de pessoas sobre os desafios que estamos enfrentando. Temos um único Planeta. Portanto, é necessário que trabalhemos juntos. Acredito que o Papa tenha a oportunidade única de envolver os católicos do mundo para que trabalhem sobre isso. Estou convencida de que os gestos de cada pessoa tenham um impacto sobre o Planeta. Sobre isso devemos refletir profundamente. Outro compromisso deve ser o do apoio aos pobres: os pobres que vivem nos países subdesenvolvidos sofrem os efeitos das mudanças climáticas.” 

O Papa Francisco afirmou várias vezes que cuidar do ambiente significa também cuidar dos pobres. Para o Papa, existe uma ligação entre degradação ambiental e pobreza. O que a senhora pensa sobre isso?

Catherine: “Concordo plenamente. Infelizmente, as pessoas menos capazes de se tutelar são aquelas que mais sofrem com os impactos das enchentes, incêndios nas florestas, seca e pelo dissolução do Ártico, no que tange ao Canadá. São muitas vezes pessoas que vivem na pobreza. Vimos no Canadá que a mudança climática requer também uma boa política social, pois é necessário ajudar as pessoas de modo que possam enfrentar melhor as consequências das mudanças climáticas.” 

Poucos dias atrás a senhora estava, em Bolonha, no G7 sobre o ambiente. Depois do anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sair do acordo de Paris, quais são agora as perspectivas em relação ao compromisso de enfrentar as mudanças climáticas?

Catherine: “Não obstante a posição do administrador estadunidense, que foi inoportuna, todos os outros estão comprometidos. Fiquei muito aliviada quando vi não somente outros países membros do G7 comprometidos no combate às mudanças climáticas, mas também Estados, nos Estados Unidos, cidades, empresas e várias pessoas no mundo que afirmam que esta é a nossa única ocasião. Tenho três filhos e a pergunta é: que futuro quero para eles”?

(MJ)

14/06/2017 16:48