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Igreja em Marabá (PA): com os índios e seus direitos

Índios se banham no rio Tocantins - REUTERS

18/05/2017 07:00

Cidade do Vaticano (RV) – “Filho da mistura” é o significado popular do nome da cidade do sudeste paraense Marabá. Marcada por uma miscigenação de pessoas e culturas entre seus 267 mil habitantes, o município é o ponto de encontro entre os dois grandes rios, Tocantins e Itacaiunas.  

A realidade de Marabá espelha a realidade de crise social de todo o Brasil. O massacre de Carajás (do qual foram lembrados 21 anos em abril passado) e a Romaria dos Mártires, em maio, são eventos marcantes para a população e a Igreja.

Gaúcho, Dom Vital Corbellini é o bispo de Marabá desde 2012. Entrevistado pela RV em Aparecida (SP), no âmbito da AG do Episcopado brasileiro, ele frisa a união da Igreja à população indígena e à sua luta pela demarcação das terras que lhe pertencem. Ouça:

Massacre de Eldorado dos Carajás  

O confronto entre integrantes do MST e policiais ocorreu em 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, no sudeste do Pará, quando 1,5 mil sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local. Além de bombas de gás lacrimogêneo, os policiais atiraram contra os manifestantes. Dezenove camponeses foram mortos.

 

 

18/05/2017 07:00