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A renovação da Páscoa pelo Concílio - memorando

"A festa pascal é o lugar onde tudo converge e a fonte da qual tudo emana" - EPA

17/05/2017 02:00

Cidade do Vaticano (RV) – No nosso espaço Memória Histórica, 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos tratar na edição de hoje sobre a renovação da Páscoa pelo Concílio.

Ainda vivemos o Tempo Pascal, isto é, o período do Ano litúrgico que segue 50 dias depois do Domingo de Páscoa. Neste contexto, propomos no programa de hoje  a reflexão do Padre Gerson Schmidt sobre a renovação da Páscoa pelo Concílio:

“A Páscoa foi recuperada pela Igreja e foi selada pelo Concílio Vaticano II. Cabe acontecer essa renovação em nossa vida, em nossa Igreja, em nossas paróquias e comunidades. Pe. Pedro Farnés, jovem e recém-formado no Instituto Pastoral de Liturgia de Paris, falecido nesse ano mais 100 anos de idade, foi um liturgista fundamentalmente importante para toda essa renovação conciliar, e outros homens ilustres como foram Dom Botte e Boyer e todos esses assessores que foram os que prepararam e atuaram no concílio.

Muita gente escutou Farnés e se escreveu milhares de livros depois do Concílio, mas verdadeiramente não se entendeu ainda tudo o que é a Páscoa. Nesses 40 dias, o mistério da quaresma que trilhamos em preparação intensa para a Páscoa é para que ela se realize em nós, em ti, em mim. Para que cada um de nós possa experimentar a glorificação à qual Deus leva o ser humano. E vemos a missão da Igreja, que será sem ruga e sem mancha; que será conduzida de ser gente pecadora e escrava, como o povo de Israel, a poder ter uma missão imensa de luz, de direção da história, de Páscoa, de passar para a alegria plena.

A Páscoa não pode ser comparada com qualquer missa, nem com nenhuma vigília de oração, nem com nada; é todo um memorial junto com o qual o próprio Deus se empenhou para realizar esta Aliança que prometeu a Abraão e os profetas. A Páscoa não é uma missa de meia noite, mas algo muito maior. A vigília Pascal não é uma missa do galo, como acontece no Natal. É Deus que passa.

Nós não celebramos a Páscoa. É a Páscoa que se celebra em nós. É a páscoa que vem com potência a nós. Deus irrompe e o poder da sua passagem(Pessach-Páscoa) nos convida a sair de nosso Egito interior, de nossas trevas, de nossos pecados, nossas angústias, para passar da escravidão à liberdade, da tristeza à alegria, da terra da Egito para a terra prometida. É a páscoa que Jesus Cristo fez.

Agora, a Páscoa vem para ser celebrada em nós com uma dimensão totalmente renovada. O movimento da revelação de Deus não é ascendente, mas descendente. A Páscoa também. Cristo quem desce, quem mergulha em nossa história e vem realizar Páscoa conosco.

A festa pascal é o lugar onde tudo converge e a fonte da qual tudo emana. Todo o culto cristão não e nada mais que uma celebração continuada da Páscoa. Como o sol, que não cessa de levantar-se sobre a terra, atrai para sua órbita todos os astros, a noite da Páscoa é rodeada por todas as eucaristias que continuamente e diariamente, a cada minuto, são celebradas em toda a terra, porque participam da Páscoa, assim como participam todos os sacramentos.

São celebrações da grande Páscoa, do Mistério Pascal. Somos todos filhos desta Igreja que redescobriu o valor e o sentido da Páscoa. O movimento litúrgico, bíblico e toda a renovação conciliar trouxeram esse dinamismo a Páscoa, para colocar em movimento a história e o mundo. Na Páscoa, todas as coisas são renovadas em Cristo”. 

17/05/2017 02:00