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Presidente israelense visita Patriarcado Latino de Jerusalém

Jerusalém, cidade santa das três religiões monoteístas

20/04/2017 20:38

Jerusalém (RV) - “É importante conservar e garantir a presença das Igrejas cristãs de Jerusalém”, porque sem elas a cidade santa “perderia o seu caráter universal.”

Foi o que reiterou o administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, encontrando o presidente israelense Reuven Rivlin, que esta quarta-feira (19/04) visitou a sede do patriarcado para fazer suas felicitações de Páscoa à comunidade cristã na Terra Santa, representada por vários chefes das Igrejas de Jerusalém.

Terceira visita do presidente às comunidades cristãs

Trata-se da terceira visita do chefe do Estado israelense às comunidades cristãs desde o início de seu mandato, em julho de 2014 – refere o jornal vaticano “L’Osservatore Romano”. Efetivamente, em 2015, o Presidente Rivlin fizera uma visita surpresa ao patriarcado greco-ortodoxo para as felicitações pascais.

No ano seguinte visitara o patriarcado armênio para saudar os chefes das Igrejas de Jerusalém. Este ano, a sede escolhida foi o patriarcado latino. O encontro foi caracterizado pelos discursos do arcebispo Pizzaballa, do patriarca greco-ortodoxo Teófilo III e do próprio presidente israelense.

Discursos que, um após o outro, ressaltaram o caráter único, sagrado e universal da cidade de Jerusalém para as três religiões monoteístas e para o mundo.

Comunidades cristãs parte integrante da identidade da cidade

Em particular, Dom Pizzaballa reiterou a importância da presença das comunidades cristãs enquanto “parte integrante da identidade da cidade, e sem a qual Jerusalém não mais poderia ser a cidade que é. Sem essa pequena mas bem radicada comunidade, “a casa de oração” para todos os povos (Isaías, 56, 7), que é Jerusalém, perderia o seu caráter universal”.

Conservar e garantir a presença das Igrejas cristãs de Jerusalém

Em seguida, ressaltando a coincidência, este ano, das celebrações da Páscoa cristã com a festa de Pesach – a Páscoa judaica –, o arcebispo Pizzaballa mencionou a “alegre confusão” e os “inevitáveis problemas organizativos”, fazendo um apelo ao presidente israelense:

“Estas cenas pitorescas de vida em Jerusalém são únicas e devem ser preservadas. Sim, é importante conservar e garantir a presença das Igrejas cristãs de Jerusalém, suas comunidades e suas tradições. O fato de, apesar de nossos pequenos números, o senhor ter decidido vir até nós, torna a visita ainda mais apreciada.”

O prelado expressou ainda suas felicitações de Páscoa, recordando o laço entre as celebrações judaica e cristã:

“Páscoa, a ‘libertação do Egito’ para o povo de Israel. Para nós como cristãos, ela tornou-se a imagem da libertação de toda forma de opressão. Para nós esta é a libertação definitiva do poder do pecado e da morte mediante a ressurreição de Jesus.”

Jerusalém, cidade universal

Também o patriarca Teófilo III ressaltou o caráter universal da cidade santa, “mosaico religioso e étnico em que coexistem, lado a lado, antigas tradições”. Todavia, “esta mensagem profunda de convivência é usurpada pela soberba, pela arrogância e pela violência” de quem “quer arrogar o lugar de Deus”. E endossando as palavras de Dom Pizzaballa, deplorou a violência que persiste na região, em particular, no Egito contra a comunidade copta.

Construir juntos um futuro comum

Por sua vez, o Presidente Rivlin expressou seus votos: “Somos todos habitantes de Jerusalém. Juntos podemos construir um futuro comum. Esse é o meu sonho”. Em seguida, condenou e expressou seu pesar aos coptas “atingidos por tão grande brutalidade”, referindo-se ao ocorrido antes da Páscoa e ainda mais recentemente no Sinai, no mosteiro de Santa Catarina. (RL)

20/04/2017 20:38