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Al-Azhar rechaça acusações de filo-extremismo

Os currículos de Al-Azhar - diz a nota - são os únicos que ensinam o Islã que favorece a paz e a convivência pacífica entre muçulmanos e não-muçulmanos - AFP

20/04/2017 14:33

Cairo (RV) – A Universidade de Al-Azhar - o mais prestigiado centro acadêmico do Islã sunita - rechaça com veemência as críticas e ataques recebidos nos últimos dias por parte de políticos e intelectuais egípcios, que apontam o dedo contra os programas curriculares de seus cursos, acusados de proximidade com as aberrantes ideologias adotadas pelo terrorismo jihadista.

Por meio de um comunicado oficial - divulgado na terça-feira, 18 de abril - o Conselho Supremo dos Estudiosos de Al-Azhar deixou claro que "a Sharià proíbe todo ataque contra seres humanos, independente de sua religião e credo", reiterando que o Islã exorta os muçulmanos também a proteger todos os lugares de culto e a tratar com benevolência os não-muçulmanos.

Em relação às acusações que dizem respeito aos programas de ensino da Universidade sunita, o comunicado dos "sábios" ressalta que "os currículos de Al-Azhar são os únicos que ensinam de maneira apropriada o Islã que favorece a paz e a convivência pacífica entre muçulmanos e não-muçulmanos, como testemunham milhares de diplomatas que foram e são advogados de paz e fraternidade".

Apresentar o ensino dado em Al-Azhar como um incentivo ao terrorismo - lê-se no comunicado  enviado à Agência Fides - representa uma "desfiguração da história do Egito e uma traição das consciências dos egípcios".

A declaração dos estudiosos de Al-Azhar suscitou ulteriores críticas por parte de intelectuais, como o escritor Khaled Montasser, que definiu o pronunciamento como "o último prego do caixão do estado de direito no Egito".

O intelectual copta Naguib Gabriel - por sua vez -  líder da União Egípcia para os Direitos Humanos, recordou que o problema dos programas curriculares não diz respeito somente ao que é ensinado em Al Azhar, mas também os livros e os cursos para o estudo da língua árabe, que obrigam mesmo os estudantes não-muçulmanos a decorar os versículos do Alcorão e os Hadith (frases) do Profeta Maomé.

Em resposta à série de críticas recebidas, a Universidade de al-Azhar, nos últimos dias, intensificou seus pronunciamentos de condenação das violências contra os cristãos no Egito, enquanto se aproxima a data da Conferência Internacional da Paz a ter lugar na própria universidade, no Cairo, em 28 de abril, e que terá a participação do Papa Francisco e do Patriarca Ecumênico de Constantinopla Bartolomeu I.

(Fides/je)

 

 

 

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