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Carta de S. Vicente, a beleza e a singularidade da obra da Criação

Mata Atlântica no litoral brasileiro. Ao fundo, o Rio de Janeiro - RV

29/03/2017 11:39

Cidade do Vaticano (RV) – A importância dos detalhes da Criação: é o segundo aspecto destacado pelo reitor da PUC-Rio, Padre Josafá Siqueira, na Carta de São Vicente, escrita pelo Santo José de Anchieta no litoral de SP em 1560. A carta é vista como uma referência pois apresenta a nossa tríplice relação (teológica, ambiental e antropológica) com a Criação.

Naquela época, a Mata Atlântica compunha ainda um maciço florestal de mais de 1.100.000 km², em perfeito equilíbrio. Não era uma grande área desocupada, ao contrário, milhares de indígenas com ela conviviam, daí tirando todos os bens necessários à sua alimentação, saúde, abrigo e cultura material e espiritual.

Para o nosso convidado, Pe. Josafá Siqueira SJ, reitor da PUC e especialista em questões ambientais, o documento traz uma riqueza específica por ser um o convite a observarmos a importância dos detalhes em meio à grandeza da Criação: a beleza e a singularidade de cada elemento que nos circunda.

Ouça:

“Na Carta, aparece exatamente a visão ‘integradora’, que é a tríplice relação teológica, ambiental e antropológica. É muito importante porque vivemos em um mundo que quer fragmentar, separar o ambiental do social. Isto é muito ruim porque nos distancia da Criação e não nos permite contemplar aquilo que é próprio da tradição bíblica, onde a visão entre o Criador e a Criação está profundamente articulada”.

Por outro lado, a Carta nos mostra também a importância de ver os detalhes. O mundo hoje é voltado mais para uma relação tecnológica. Muitas vezes os jovens, sobretudo, estão perdendo a capacidade de ver detalhes. Isto é muito ruim porque é exatamente nos detalhes que nós percebemos a grandeza do Criador, a singularidade e a pluralidade que existem no mundo criado. A Carta de Anchieta é um convite para isso: Anchieta mostra detalhes por exemplo, das plantas que são usadas pelos povos indígenas; alguns detalhes do comportamento dos animais, a sua relação com as pessoas, esta capacidade de ver os detalhes é extremamente importante hoje, sobretudo no mundo digital em que vivemos. A capacidade de ver a beleza e a singularidade que existem em toda a obra da Criação”. 

(CM)

 

 

 

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