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Papa receberá Presidente do Líbano Michel Aoun em 16 de março

Michel Aoun foi eleito em novembro de 2016, após 29 meses de vacância do cargo de Presidente - AP

14/03/2017 15:42

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco receberá em audiência no Vaticano, na quinta-feira, 16 de março, o Presidente do Líbano General Michel Aoun, eleito em 31 de outubro de 2016, após mais de dois anos de vacância do cargo.

Aoun venceu no segundo turno, depois que não alcançou dois terços dos votos na primeira votação. A eleição colocou fim a 29 meses de vazio institucional. O Líbano estava sem Presidente desde maio de 2014 devido às profundas divergências que paralisaram a vida política do país, em particular pelo conflito na Síria.

A divisão de poderes no Líbano segue um acordo não escrito, de 1943, que reserva o cargo de Presidente do país a um cristão maronita, de Primeiro Ministro a um sunita e a Presidência da Câmara dos Deputados a um xiita.

Breve biografia

Filho de uma modesta família maronita libanesa, Michel Aoun estudou e se diplomou em uma Escola Superior de Guerra na França. Ele também estudou nos Estados Unidos, tornando-se oficial de carreira em 1958;

Torna-se General de Brigada em 1982. Apoiado também pela comunidade muçulmana em 1984, é nomeado Chefe do Estado Maior da Defesa. Entre 22 de setembro de 1988 e 13 de outubro de 1990, na fase final da guerra civil libanesa, Michel Aoun, há quatro anos Comandante em Chefe das Forças Armadas libanesas, presidiu um governo refém da Síria e de outras facções combatentes.

O encargo lhe foi confiado pelo então Presidente do Líbano Amin Gamayel, quando seu mandato estava prestes a terminar.

Com o final do mandato de Gemayel, Aoun assume interinamente o cargo de Presidente do Líbano de setembro de 1988 a novembro de 1989.

Por mais de um ano combateu contra o exército sírio. Queria a todo custo expulsá-los do Líbano, contando para isto com o apoio do Iraque, histórico inimigo da Síria, aceitando armas e o fornecimento de provisões.

Com o ingresso em Beirute das tropas sírias das FAD, Aoun viu-se obrigado a refugiar-se na Embaixada da França em Beirute e partir para o exílio.

Ele voltaria para o Líbano em 7 de maio de 2005, 11 dias após a retirada das tropas sírias.

Em 2006, como chefe do Movimento Patriótico Livre (FPM), assinou um Memorando de Entendimento com o Hezbollah. Ele visitou a Síria em 2009. (JE)

14/03/2017 15:42