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Tawadros II e Al-Tayyeb: valores religiosos para manter unidade nacional

Muçulmano egípcio realiza o ritual Zikr (invocação) para celebrar o Ano Novo islâmico de 1438 - REUTERS

16/02/2017 18:48

Cairo (RV) – Os valores religiosos e morais são mais do que fundamentais hoje em dia para manter viva a unidade nacional, e sobretudo, para preservar o tecido da sociedade das iminentes ameaças do fundamentalismo e do terrorismo.

Foi o que defenderam na última terça-feiraanter viva a unidade nacional, e sobretudo, para preservar o tecido da sociedade das iminentes ameaças do fundamentalismo e do terrorismo. (14/02) os líderes das duas principais comunidades religiosas do Egito: Ahmed Al-Tayyeb, Grão Imame de al-Azhar – a mais prestigiosas autoridade acadêmica do Islã sunita – e Tawadros II, Patriarca da Igreja Copa Ortodoxa.

Segundo referido pelo L’Osservatore Romano, os dois líderes participaram da sessão de abertura de um encontro que tratou precisamente da importância social dos valores éticos. O evento responde aos diversos apelos lançados pelo Presidente Al-Sissi – sobretudo após os episódios de terrorismo – para que as ideias extremistas não encontrem lugar no pensamento e no discurso religioso.

Al-Tayyeb: a importância da educação dos jovens

Uma perspectiva, aliás, vista com bons olhos pelos líderes religiosos egípcios. Al Tayyeb, em seu pronunciamento, sublinhou a este propósito a importância dos processos educativos, ressaltando como os jovens egípcios pertencem a uma civilização profundamente radicada na história humana.

“Este patrimônio cultural – disse o Imame de Al-Azhar – pode ser retomado a qualquer momento, com a condição de que todos cooperem, cada um no próprio campo, para criar uma atmosfera adaptada e as condições para relançar o papel dos jovens”.

Tawadros II ressalta a importância do papel da instituição familiar

Também o Patriarca copto-ortodoxo ressaltou a necessidade de potencializar os processos e as estruturas educacionais do país, ressaltando ao mesmo tempo a importância de relançar o papel da instituição familiar e de seus valores como pedra angular da vida social.

Disto, a necessidade de reavaliar os princípios morais também como fatores de estabilidade e segurança do país. Nesta perspectiva é recordado que somente há poucos dias, o Presidente Al-Sisi havia lançado um alarme sobre o grande número de divórcios que são verificados no Egito há algum tempo.

De fato, durante uma cerimônia pública, o Chefe de Estado citou os dados do Escritório de Estatística Nacional, que revelam que cerca de 40% dos 90 mil matrimônios celebrados anualmente no Egito, terminam com o divórcio em até cinco anos.

Para enfrentar o fenômeno, Al-Sisi havia proposto considerar legal um divórcio, somente se este se realizasse na presença de um representante religioso autorizado pelo governo. Em substância, esta medida contrastaria uma prática muito difundida na comunidade islâmica, conhecida como  “divórcio à voz”,  que permite aos homens, e somente a eles, de romper o vínculo matrimonial somente com uma declaração oral.

A proposta de Al-Sisi é vista com bons olhos pelo Secretário da Comissão Parlamentar para os Assuntos Religiosos, Amr Hamruch, mas não – como referido pela Agência Fides – pelo Conselho dos Anciãos de Al-Azhar, que em uma declaração oficial, confirmou a validade do “divórcio à voz”, considerando que tal prática satisfaz as condições da lei islâmica.

(L’Osservatore Romano / JE)

 

16/02/2017 18:48