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"Misericordia et misera" e a receptividade do magistério de Francisco

Papa Francisco no Brasil, em julho de 2013, por ocasião da JMJ - Rio de Janeiro - AP

16/02/2017 07:00

Cidade do Vaticano (RV) - Amigo ouvinte, o quadro “Nova Evangelização e Concílio Vaticano II” procura trazer sempre um pouco da caminhada da Igreja neste terceiro milênio, no signo do urgente chamado à nova evangelização, e o faz privilegiando de modo particular a realidade da Igreja no Brasil em seu caminho pós-conciliar. Neste contexto, trazemos também abordagens pertinentes ao Papa Francisco no que diz respeito ao acolhimento e receptividade de seu magistério.

Na edição de hoje temos de volta a participação do assessor para a Comissão de Doutrina da Fé da CNBB e Subsecretário de Pastoral, Mons. Antônio Luiz Catelan, que é também membro da Comissão Teológica Internacional da Congregação para a Doutrina da Fé.

Nosso convidado de hoje retorna a propósito do magistério do Papa Francisco, mais precisamente para tratar da recepção e acolhimento, por parte da Igreja no Brasil, da Carta Apostólica “Misericordia et misera”, assinada pelo Papa Francisco no domingo, 20 de novembro passado, ao término da missa de encerramento do Jubileu extraordinário da Misericórdia.

A Carta Apostólica com a qual o Pontífice encerrou o Ano Santo abre, porém, a toda a Igreja, uma pastoral e uma cultura da misericórdia que possa ser plataforma para a nova evangelização onde as portas da casa do Pai estão escancaradas sobretudo para quem busca aquela ternura interior que é consolação do espírito abatido, do espírito que passou por provações.

Na participação anterior, Mons. Catelan falou-nos sobre a recepção e acolhimento, por parte da Igreja no Brasil, da “Amoris laetitia”, Exortação Apostólica fruto do último Sínodo dos Bispos, que foi dedicado à família.

Mons. Catelan evidenciou-nos que logo após a publicação do documento pontifício “sobre o amor na família” a Igreja no Brasil se organizou para estudar e aprofundá-lo, constituindo assim, num primeiro momento, uma fase de estudo, de conhecimento do texto. E isso foi feito por um grande número de dioceses, com sessões de estudo tanto para leigos quanto para padres, ressaltou. A mesma atenção está sendo dada agora à Carta Apostólica “Misericordia et misera”.

Retomando as considerações feitas precedentemente sobre a “Amoris laetitia”, Mons. Catelan destaca na edição de hoje que a recepção de um documento magisterial do Pontífice tem fases diferentes, passando da fase do simples estudo para a tentativa de indicar propostas para alguns dos desafios que o Papa apresenta no documento em questão.

A abordagem do nosso entrevistado considera o primeiro momento do acolhimento do documento pontifício, destaca o modo como a “Misericordia et misera” repercutiu na imprensa leiga em geral, não sem equívocos, mas com um esforço da mídia católica no Brasil se buscou eliminar tais mal-entendidos.

Mons. Catelan diz não reputar tais equívocos de tudo negativo porque isso ajudou a despertar atenção para o documento, que de outro modo dificilmente teria tido a repercussão que teve. Ouçamos então nosso convidado sobre a recepção da Carta Apostólica do Santo Padre (ouça clicando acima).

(RL)

16/02/2017 07:00