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Dr. Medina: colocar doação de órgãos após a morte entre atos de misericórdia

Paciente aguarda órgão - AP

14/02/2017 07:00

Cidade do Vaticano (RV) - A Pontifícia Academia das Ciências promoveu recentemente, no Vaticano, o encontro internacional sobre “Trafico de Órgãos e Turismo dos Transplantes”.


 
O transplante de órgãos é um desenvolvimento fantástico da medicina, uma tecnologia incrível que salva vidas, mas infelizmente, por causa da escassez de órgãos disponíveis, o tráfico de órgãos, crime silencioso e lucrativo do século XXI, fornece órgãos a pessoas com recursos econômicos que viajam para áreas desfavorecidas do Planeta onde outras pessoas cedem um rim ou um pedaço de fígado em troca de dinheiro. 

Segundo o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) intitulado ‘Diretrizes para uma política de doação e transplante de órgãos humanos’, “a falta de órgãos levou muitos países a elaborar procedimentos e sistemas destinados a aumentar a oferta, mas lamentavelmente estimulou o tráfico comercial de órgãos humanos, sobretudo de doadores vivos não aparentados com os receptores”.
 
“Além disso, a crescente facilidade de comunicação e viagens internacionais fez com que muitas pessoas passassem a viajar para o exterior para ir a centros médicos que fazem publicidade quanto à sua capacidade de realizar transplantes e proporcionar órgãos doados. Nas últimas décadas, ficou mais evidente a existência desse comércio e do tráfico de seres humanos que o acompanha”, destaca o relatório da OMS.

No Brasil, as instituições médicas garantem que é difícil um órgão ser transplantado irregularmente. Porém, em países como Índia e Paquistão existem uma fila de pessoas dispostas a vender seus rins e parte de seu fígado.
 
Na China, os órgãos são geralmente de prisioneiros executados. Estima-se que 90% dos órgãos do país provêm de presos mortos.
 
A China afirmou que suspenderia por completo a utilização de órgãos de presos executados para transplantes a partir de 1º de janeiro de 2015. 

Segundo o jornal italiano 'La Repubblica', a participação dos representantes chineses no encontro realizado, no Vaticano, foi criticada pelos ‘Médicos contra a extração forçada de órgãos’ (Dafoh – Doctors against forced organ harvesting), pois não há garantias de que o Governo chinês tenha realmente abolido o seu programa de extração de órgãos.
 
O Dr. José Medina Pestana, Professor titular e Chefe do setor de transplante renal da Universidade Federal de São Paulo, foi um dos representantes, no Vaticano, da Sociedade Brasileira de Transplante de Órgãos. 

A propósito desse tema, eis o que disse.

(MJ)

14/02/2017 07:00