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Papa nomeia delegado para o Capítulo da Ordem de Malta

Papa com o vértice da Ordem de Malta em junho de 2016 - AP

05/02/2017 09:31

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco nomeou Dom Giovanni Angelo Becciu, Substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, delegado especial para o Capítulo extraordinário da Ordem dos Cavaleiros de Malta.

A nomeação do Pontífice foi feita “no início do caminho de preparação em visto do Capítulo extraordinário que deverá eleger o novo Grão-Mestre da Ordem  Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta”. Na Carta de nomeação, o Papa explica que Dom Becciu “agirá em estreita colaboração” com o Ven. Ludwig Hoffmann von Rumerstein, tenente interino, “pelo maior bem da Ordem e a reconciliação entre todos os membros, religiosos e leigos”.

O delegado auxiliará o tenente na preparação do Capítulo extraordinário: em conjunto, serão decididas “as modalidades de um estudo em vista da oportuna atualização da Carta Constitucional da Ordem e do Estatuto”.

De modo especial – escreve ainda o Papa –, Dom Becciu é chamado a cuidar “de tudo aquilo que diz respeito à renovação espiritual e moral da Ordem, especialmente dos membros professos, para que seja plenamente realizada a finalidade ‘de promover a glória de Deus mediante a santificação dos membros, o serviço à Fé e ao Santo Padre e a ajuda ao próximo’, como se lê na Carta Constitucional”.

Até o final do seu mandato, isto é, até a conclusão do Capítulo extraordinário que elegerá o Grão-Mestre, o delegado – destaca ainda o Pontífice – será o seu “exclusivo porta-voz em tudo o que diz respeito às relações” entre a Sé Apostólica e a Ordem. Portanto, o Papa delega a Dom Becciu “todos os poderes necessários para decidir as eventuais questões que possam surgir em decorrência da atuação do mandato” que lhe foi confiado.

A nomeação do delegado é fruto da crise que a Ordem está vivendo com a renúncia do Grão-Mestre, Matthew Festing, e a reintegração do Grão-Chanceler, Albrecht von Boeselager, que havia sido removido em dezembro passado. Em coletiva de imprensa na última quinta-feira, em Roma, o Grão-Chanceler expressou a gratidão ao Papa por ter apresentado uma rápida solução à crise, afirmando que não se tratou de interferência nem violação da soberania da Ordem. A eleição do novo Grão-Mestre será feita nos próximos três meses, como previsto pela Constituição. 

05/02/2017 09:31