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Dom Jurkovič: combater tráfico de órgãos e turismo dos transplantes

Dom Ivan Jurkovič - RV

27/01/2017 16:36

Cidade do Vaticano (RV) - “Jamais nenhuma vida ou pessoa humana deve ser tratada como objeto de manipulação ou mercadoria descartável.”

Foi o que disse o Observador Permanente da Santa Sé na ONU, em Genebra, Suíça, Dom Ivan Jurkovič, citando São João Paulo II, no 140º encontro do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), na capital helvécia, nesta quinta-feira (26/01), sobre o tema “Princípios por um consenso global para a doação e gestão de sangue e produtos médicos de origem humana.”

“Diante das iniquidades da exploração e tráfico de órgãos humanos, os Governos deveriam assumir a responsabilidade de promover e preservar os padrões necessários para garantir imparcialidade nas práticas de doação e acesso ao sangue e demais produtos de origem humana”, frisou o arcebispo. 

Dom Jurkovič sublinhou a necessidade de uma convergência internacional sobre os princípios que tutelam a dignidade dos doadores, a saúde e a segurança de todos os doentes. Recordou que nos dias 7 e 8 de fevereiro próximo, a Pontifícia Academia das Ciências promoverá um encontro, no Vaticano, sobre o tema “Trafico de Órgãos e Turismo dos Transplantes” a fim de examinar essas questões e pedir às autoridades internacionais para trabalhar em prol da erradicação dessas práticas. 

O arcebispo pediu aos líderes mundiais para que façam passos concretos e constantes a fim de extirpar a exclusão social e econômica e suas consequências nefastas, como o tráfico de seres humanos e o mercado de tecidos e órgãos humanos. 

“É importante tutelar as pessoas que não têm acesso aos medicamentos de origem humana, e combater a exploração dos seres humanos que pertencem a grupos sociais desfavorecidos e vulneráveis”, destacou. 
 
Segundo Dom Jurkovič, “é necessário promover e preservar padrões elevados de assistência médica, garantir a disponibilidade confiável e equidade nas práticas de doação e acesso aos produtos médicos de origem humana, tutelar a privacidade das pessoas envolvidas e protegê-las dos riscos físicos e psicossociais derivantes de tais práticas”. 

É importante reconhecer e promover o que o Papa emérito Bento XVI definiu como “a responsabilidade do amor e da caridade que nos leva a fazer da própria vida um dom para os outros”.

(MJ)

27/01/2017 16:36