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Papa e JMJ fazem Auschwitz bater recorde de visitas em 2016

Papa em Auschwitz - EPA

09/01/2017 09:00

Rádio Vaticano (RV) – O ex-campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau  bateu recorde de visitas em 2016: mais de 2 milhões de pessoas passaram pelo memorial, na Polônia.

Entre os visitantes, o Papa Francisco e milhares de jovens que participaram da Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, no ano passado.

Vamos recordar a visita da reportagem da Rádio Vaticano ao antigo campo de concentração nazista.

Entramos em Auschwitz. Passamos a célebre frase Arbeit Macht Frei: “o trabalho os fará livres”.

“O letreiro que vocês podem ver é somente uma réplica: o original foi roubado em 2009. A polícia conseguiu recuperar, mas os ladrões o dividiram em três pedaços. Graças ao trabalho dos especialistas do Museu, a peça foi restaurada e, talvez, no futuro, possa ser exposta”, explica nosso guia.

Percorremos o mesmo itinerário que o Papa fará durante sua visita na sexta-feira (29/07). Paramos diante do local do maior massacre público de Auschwitz: 12 pessoas que acobertaram uma tentativa de fuga foram enforcadas diante de todos os prisioneiros.

Pés descalços

Neste período da Jornada Mundial da Juventude, Auschwitz fica aberto somente para os grupos de peregrinos e é incrível como milhares de jovens conseguem ficar em silêncio absoluto. Ouve-se somente seus passos, inclusive daqueles que, para honrar as vítimas do Holocausto, percorrem de pés descalços todo o trajeto.

Momento marcante é a parada diante do pavilhão onde São Maximiliano Kolbe foi assassinado após dar sua vida em troca de outro prisioneiro que, não por coincidência, sobreviveu ao Holocausto. O Papa também rezará diante deste pavilhão.

Dali nos dirigimos à saída do campo de Auschwitz I: ali encontramos um bunker do exército polonês modificado pelos nazistas para ser um crematório. Podemos observar a chaminé da única câmara de gás que restou: tijolos à vista formam o cone por onde a fumaça dos corpos incinerados subia aos céus. Para Auschwitz I foram deportadas mais de 1,3 milhão de pessoas: 1,1 milhão foram assassinadas.

Birkenau, ou Auschwitz II

O Papa então seguirá para Birkenau, onde passará o grande portal de entrada, seguindo os metros finais da ferrovia da morte, até chegar ao monumento em homenagem às vítimas do Holocausto. São lápides com a mesma inscrição em 23 línguas faladas pelas vítimas:

“Seja para sempre grito de desespero e exortação este lugar onde os nazistas assassinaram cerca de 1,5 milhão de homens, mulheres e crianças, principalmente judeus, de vários países da Europa”.

(rb0)

09/01/2017 09:00