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Beato Romero, testemunha da liberdade religiosa nos EUA

A Campanha "Quincena por la Libertad" reúne também as figuras de São Maximiliano Kolbe, Edith Stein e Kateri Tekakwitha - RV

17/06/2016 16:01

Washington (RV) - "Testemunha da Liberdade" nos Estados Unidos. Este é o destino, um tanto quanto insólito, de Dom Oscar Romero, Beato desde maio de 2015, incluído na restrita lista de 15 "testemunhas" de uma campanha pela liberdade religiosa promovida pelos Bispos nos Estados Unidos, precisamente o país que apoiou por longos anos a ditadura em El Salvador, que incomodada com suas pregações, assassinou-o em  24 de março de 1980.

A "Quincena por la Libertad" (Os quinze pela liberdade) é uma campanha promovida pela Conferência Episcopal dos Estados, a ser realizada a partir de 21 de junho a nível nacional, "para fomentar a liberdade religiosa e defender o direito das instituições e fieis religiosos a exercerem a liberdade de consciência na sociedade contemporânea estadunidense".

Este ano, no restrito elenco das personalidades mais exemplares propostas aos católicos, figuram, além de Dom Oscar Romero, John Fischer e Thomas More, cujas relíquias serão levadas em peregrinação de Estado em Estado, ao lado de santos contemporâneos como Massimiliano Kolbe, Edith Stein, Kateri Tekakwitha e o Beato mexicano Miguel Pro. Ou antigos, como Pedro e Paulo, João Batista, as Santas Felicidade e Perpétua. Estarão também as "Hermanitas de los Pobres" incluídas entre os 15 pela sua luta contra as leis de saúde estadunidenses sobre a contracepção.

Segundo algumas interpretações, Romero foi incluído na lista, entre outros, pela sua luta contra os ataques do Governo contra a Igreja. Ele queria restaurar uma "civilização cristã" para promover valores humanistas na sociedade. Outrossim, o prelado acusava o governo de cumplicidade nos assassinatos de sacerdotes que defendiam os pobres e de querer liberar as restrições contra o aborto, o que a Igreja de El Salvador se opunha (Homilia de 2 de outubro de 1977).

A este propósito é citada a homilia de 17 de junho de 1979 na qual o Arcebispo de San Salvador comparou o aborto à repressão do Estado. "Acreditava também que o povo salvadorenho - o fiel e santo povo salvadorenho, como o chamava - seria o artífice da própria libertação", escreve o site SuperMartyrio. (JE/Terra de America)

 

17/06/2016 16:01