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Berta Cárceres assassinada em Honduras. A indignação da REPAM

Berta Cáceres foi morta a tiros, em sua casa - AP

05/03/2016 12:54

Cidade do Vaticano (RV) – A Rede Eclesial Pan-amazônica, REPAM, e o Movimento Católico Mundial pelo Clima, MCMC, expressam sua enérgica condenação do brutal assassinato da líderança indígena e ambiental hondurenha, Berta Cáceres.

“Unimos nossas vozes a milhares de pessoas e instituições que reclamam justiça ante este episódio lamentável e doloroso que atingiu de modo tão violento uma mulher corajosa, mãe, esposa, ativista e defensora dos direitos humanos. A morte de Berta Cáceres nos une na missão da defesa da vida, da terra, dos direitos de tantos povos e das gerações futuras. Sua morte nos grita – não nos cala – nos movimenta e nos encoraja a pedir justiça. Nos convoca a estar unidos, para resistir e exigir”.

Quem era

Berta Cáceres fundou, em 1993, o Conselho Cívico das Organizações Indígenas e Populares das Honduras, liderou as vozes contra o projeto hidrelétrico de Agua Zarca e esteve contra o golpe de Estado que, em 2009, tirou Manuel Zelaya do poder. Em 2015, venceu o prêmio Goldman Environmental, tida como a mais importante distinção na área da proteção ambiental.

Cáceres era uma liderança da comunidade indígena Lenca e de movimentos de camponeses hondurenhos. Conduziu a oposição pacífica à construção da represa hidroeléctrica no Rio Gualcarque, lugar sagrado para a etnia Lenca. A obra destruiría as terras agrícolas das comunidades locais e limitaria seu acesso à água potável. 

Ameaças

Há pouco mais de uma semana, concedeu uma coletiva de imprensa e denunciou que quatro dirigentes de sua comunidade haviam sido assassinados e outros, incluindo ela, estavam recebendo ameaças. 

“Defender o meio ambiente, defender os direitos humanos e defender a Casa Comum da humanidade foi o seu “crime”, que os poderosos não perdoaram”, afirma a nota pública da REPAM. 

Proximidade da REPAM e MCMC

A REPAM e o MCMC unem suas orações às de seus familiares, amigos e companheiros de Berta: “Fazemos um chamado urgente a todas as entidades e organismos de justiça internacional e do Governo de Honduras para que sancionem os culpados por este lamentável assassinato e exigimos que se faça todo o possível para deter a violência e a intimidação contra ativistas sociais”, frisa o comunicado. 

Cáceres foi assassinada a tiros, por dois homens armados que entraram na sua casa, na cidade de Esperanza, no oeste do país, na madrugada de quinta-feira (03/03).  

(CM)

 

05/03/2016 12:54