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Conflito no campo motivou 49 assassinatos em 2015, denuncia CPT

11 anos após o assassinato de Dorothy Stang aumentam homicídios por questões agrárias - RV

19/02/2016 17:42

Anapu (RV) – Numerosas famílias de agricultores de Anapu, no sul do Pará, encontraram-se em 12 de fevereiro e nos dias seguintes para recordar o assassinato da irmã Dorothy Stang, ocorrido há 11 anos. A religiosa era conhecida pela coragem e disponibilidade com que  lutava pela defesa dos agricultores e da floresta.

Irmã Dorothy Stang, 73 anos, nascida nos Estados Unidos e naturalizada brasileira, pertencia à Congregação de Notre Dame. Ela foi assassinada na manhã de 12 de fevereiro de 2005, com seis tiros disparados à queima-roupa, nas proximidades de Anapu, na região ocidental do Pará.

Há mais de 20 anos a religiosa era comprometida com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), acompanhando com determinação e paixão a vida dos trabalhadores do campo, especialmente na região amazônica do Estado do Pará. Devido às suas constantes denúncias contra ação violenta dos fazendeiros e grileiros, Irmão Dorothy passou a ser ameaçada de morte a partir de 1999.

Nos encontros e nas celebrações pelo aniversário que duraram uma semana – segundo as POM – falou-se também dos últimos crimes ocorridos no mês de janeiro em Eldorado do Carajás, com as mesmas motivações que levarão ao assassinato de Ir. Dorothy.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2015 o número de homicídios em consequência dos conflitos nas zonas rurais foi o mais alto dos últimos 12 anos, com 49 assassinatos registrados, primordialmente na Região Norte do país.

A CPT adverte no entanto, que os dados são ainda parciais e podem aumentar, visto que ainda são recolhidas informações a campo. Em 2003, foram 73 os homicídios por conflitos de terra. (JE/POM)

19/02/2016 17:42