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Mons. Viganó: "Igreja evangélica nas comunicações"

Mons. Edoardo Viganó, Prefeito das Comunicações, com o Papa em 2013 - REUTERS

29/01/2016 10:15

Cidade do Vaticano (RV) – Quarta-feira, 27 de janeiro, Mons. Edoardo Viganó, Prefeito para a Comunicação do Vaticano, participou de um seminário de estudo do Episcopado da Espanha em Añastro, e falou sobre a reforma do sistema de comunicação a que foi chamado a liderar. 

A primeira etapa das reformas deve se concluir em 2018, consentindo uma comunicação “multilíngue, multicultural, multimídia e pluralista”. Neste contexto, devem nascer três “departamentos”: um tecnológico, para promover a integração horizontal de todas as competências e oferecer uma ‘visão unitária’; um teológico-pastoral, que assumirá a função do ex-Pontifício Conselho das Comunicações (que cuidará das mensagens papais e da relação com as Conferências Episcopais); e enfim, o departamento editorial, para unir todos os meios de comunicação, do interior do Vaticano para fora. 

Cursos para cardeais

Outras novidades concretas ideadas por Viganó serão os ‘cursos breves’ para os cardeais aprenderem a comunicar pela TV, uma conta do Papa no Instagram e a transformação dos sites do Vaticano.

Em seu pronunciamento, o Prefeito mencionou a misericórdia como característica principal deste Pontificado e a ‘criatividade’ necessária para enfrentar todas as mudanças do ‘tempo de Francisco’.

Misericórdia é central

A prioridade, para Viganó, é passar de ‘uma Igreja imperial’ a uma ‘Igreja evangélica’, mudando o seu estilo. Citando o Papa, recordou que “não é possível falar com liberdade e viver como príncipes” e a respeito das lacunas nas comunicações, criticou as ‘homilias não bem preparadas e chatas’ sugerindo ‘a reintrodução de cursos de retórica nos seminários’. 

Nada de cortes

Enfim, referindo-se à integração da mídia vaticana, tranquilizou afirmando que não haverá cortes e demissões entre os 700 funcionários que trabalham no setor. A seu ver, no entanto, é preciso reduzir os custos, e sobre as resistências às mudanças, foi taxativo: “Em toda reforma há resistências; é natural, não é pecado.. é fisiológico. Faz parte do ser humano. Não se pode fazer reformas contra as pessoas, mas com elas”. 

(CM)

 

29/01/2016 10:15