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Dom Odilo Scherer: Sínodo, caminho de unidade pastoral para a vida de Igreja

O Papa não é sozinho o encarregado da Igreja, é com os Bispos, daí a ideia da colegialidade, da corresponsabilidade, que vem expressa então através da ideia justamente do Sínodo - OSS_ROM

17/10/2015 10:50

Cidade do Vaticano (RV) – Em 15 de outubro de 1965 o Papa Paulo VI, ao final do Concílio Vaticano II, instituiu o Sínodo dos Bispos. No Angelus de 22 de setembro de 1974, o próprio Paulo VI deu uma definição do Sínodo dos Bispos:  “É uma instituição eclesiástica, que nós, interrogando os sinais dos tempos, e mais do que isto, procurando interpretar em profundidade os desígnios divinos e a constituição da Igreja Católica, estabelecemos após o Concílio Vaticano II, para favorecer a união e a colaboração dos Bispos de todo o mundo com esta Sé Apostólica, mediante um estudo comum das condições da Igreja e a solução concorde das questões relativas à sua missão. Não é um Concílio, não é um Parlamento, mas um Sínodo de particular natureza”.

Os 50 anos da instituição do Sínodo estão sendo celebrados neste sábado na Sala Paulo VI, no Vaticano. Entre os presentes, está o Cardeal Odilo Pedro Scherer, participante do Sínodo dos Bispos em andamento, que falou à Rádio Vaticano sobre a importância deste organismo de colegialidade:

“A instituição do Sínodo no final do Concílio foi um desejo muito forte do próprio Concílio, dos participantes do Concílio, que chegando ao final do Concílio, desejaram, pediram ao Papa de que a experiência do Concílio não parasse por aí, pois foi uma grande experiência de comunhão, de participação, de colegialidade e de corresponsabilidade de todo o episcopado pela Igreja. E aí o Sínodo foi pedido para ser este organismo da Igreja, que não substituísse o Concílio, mas de alguma forma continuasse a experiência do Concílio, se reunisse com certa frequência  com o Papa, convocado pelo Papa, para retomar os grandes temas do Concílio e de tempos em tempos  atualizar a reflexão, dar novas orientações em relação aos grandes temas do Concílio que são os grandes temas da Igreja. Por outro lado, que através do Sínodo dos Bispos, se concretizasse aquilo que foi no Concílio colocado com tanta evidência, isto é, a Igreja é uma comunhão, a Igreja não depende só do Papa, um Papa com os Bispos, o Papa à frente, o Papa naturalmente com o carisma próprio dele, do sucessor de Pedro. Mas o Papa não é sozinho o encarregado da Igreja, é com os Bispos, daí a ideia da colegialidade, da corresponsabilidade,  que vem expressa então através da ideia justamente do Sínodo. Sínodo, a própria palavra quer dizer caminho juntos, ou seja, o Sínodo deveria ser este organismo  do episcopado, que junto com o Papa dá as direções à Igreja, um caminho de orientação, de comunhão juntos, não de dispersão, cada um pro seu lado, mas juntos, buscando as grandes linhas pastorais de orientação para a Igreja. E é isto que o Sínodo tem feito, através das 14 Assembleias Gerais Ordinárias até agora, nós estamos na 14ª, das 3 Assembleias Gerais Extraordinárias e das muitas outras Assembleias Regionais que houve, sobretudo na época da preparação do Grande Jubileu do terceiro milênio. O Sínodo, creio, foi uma feliz intuição, iniciativa do Papa Paulo VI e do Concílio e que está trazendo os seus frutos para dentro da igreja. O Sínodo, naturalmente, não é um organismo de decisão, como é o Concílio. É um organismo de consulta, mas é um organismo importante, porque cada vez que se reúne o Sínodo convocado pelo Papa, o Sínodo realmente apresenta a voz da Igreja e também, digamos assim, expressa um caminho de unidade pastoral para a vida de Igreja”. (JE)

17/10/2015 10:50