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Contra o terrorismo nuclear: Santa Sé renova apelo na ONU em Nova Iorque

Vinte países ainda não ratificaram o Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares - REUTERS

30/09/2015 18:37

Nova Iorque (RV) – Nesta terça-feira (29) o secretário das Relações com os Estados, Dom Paul Richard Gallagher, levou a mensagem do Papa à IX Conferência sobre a Facilitação da Entrada em Vigor do Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT), na ONU, em Nova Iorque.

Em sua intervenção, o arcebispo repropôs a afirmação do Santo Padre de dezembro de 2014, em ocasião da III Conferência sobre o Impacto Humanitário das Armas Atômicas quando disse: “É preciso uma ética global se queremos reduzir a ameaça nuclear e agir para um desarmamento nuclear. Agora, mais do que nunca, a interdependência tecnológica, social e política exige urgentemente uma ética de solidariedade (cfr. João Paulo II, Sollicitudo rei socialis, 38) que encoraje os povos a agir juntos por um mundo mais seguro e um futuro que seja sempre mais enraizado nos valores morais e na responsabilidade numa dimensão global”.

O Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares, segundo Dom Gallagher, “pode jogar um significativo papel no reforçar essa ‘ética global’”. O Tratado requer não somente que cada país se empenhe a não fazê-lo ou participe de qualquer outra maneira em testes que envolvam armas nucleares, mas a proibir e a prevenir explosões nucleares. O arcebispo enalteceu que o Tratado ainda prevê a colaboração de todos na implementação de um sistema de verificação.

É uma responsabilidade sempre mais necessária, segundo Dom Gallagher, citando novamente o Santo Padre através da Encíclica Laudato si’ ao mencionar, entre outras coisas, a tecnologia nuclear: “Nunca a humanidade teve tanto poder sobre si mesma e nada garante que o utilizará bem, sobretudo se se considera o modo pelo qual já está servindo”. O arcebispo insiste que é “nosso dever pela humanidade e, especialmente pelos pobres e as futuras gerações, usar o poder sem precedentes disponível para a ciência e a tecnologia à serviço do bem comum e para promover uma genuína cultura da paz”.

A Santa Sé ratificou o Tratado em 18 de julho de 2001, confirmando a sua visão sobre o controle internacional dos testes e do desenvolvimento das armas nucleares, o desarmamento atômico e a sua não proliferação. Dom Gallagher, na ocasião da Conferência na ONU e por um mundo livre das armas atômicas, elogiou os países que tomaram a mesma atitude e renovou o apelo àqueles que ainda não o fizeram e que são decisivos para a entrada em vigor do Tratado, na luta contra o terrorismo nuclear.

O Tratado foi aprovado em 1996 pela Assembleia Geral da ONU, mas ainda não entrou em vigor porque faltam 20 países que se somem à iniciativa. Entre eles, oito que figuram numa lista especial cuja ratificação é essencial: Estados Unidos, China, Coreia do Norte, Egito, Irã, Israel, Índia e Paquistão. “Os senhores têm uma responsabilidade especial”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sem identificá-los. “O Tratado ajudará a garantir que a comunidade internacional já não seja obrigada a viver à sombra das armas nucleares”, lembrou Ban Ki-moon na Conferência. (AC-EFE)

30/09/2015 18:37