Ler o artigo Acessar menu principal

Redes Sociais:

RSS:

Rádio Vaticano

A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo

outras línguas:

Vaticano \ Eventos

Relatório AIF 2014: maior controle e cooperação

Tommaso Di Ruzza e Rene Bruelhart, respectivamente Diretor e Presidente da Autoridade de Informação Financeira - AP

29/05/2015 15:10

Cidade do Vaticano (RV) –  A Autoridade de Informação Financeira (AIF) da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano apresentou esta sexta-feira seu Relatório anual para o exercício 2014, sobre as atividades de informação financeira e de vigilância para a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro e do financiamento ao terrorismo. A apresentação esteve a cargo do Presidente da AIF, Sr. René Brulhart, e de seu Diretor, Dr. Tommaso Di Ruzza.

Diminuição das transações suspeitas

A AIF identificou 147 atividades suspeitas em 2014, 55 a menos do que a 2013, revela o Relatório. Quando a Autoridade Financeira detecta um caso suspeito de atividade de lavagem ou de financiamento ao terrorismo, é transmitido um relatório ao Departamento do Promotor de Justiça do Tribunal do Estado do Vaticano. Em 2014 houve sete casos, como explicou o Diretor da AIF, Tommaso Di Ruzza:

“Os potenciais crimes, apresentados por nossa autoridade judiciária, são em grande parte casos de tentativa de fraude ou casos de tentativa fiscal grave”.

Inspeção no IOR

Existe uma tendência para consolidação de mecanismos de sinalização – explicou Di Ruzza –, que também precisou como o pico de 2013 dependeu do trabalho interno dentro do Instituto para as Obras de Religião (IOR), para a revisão e o fechamento dos relatórios e contas. A inspeção, conduzida no primeiro quadrimestre de 2014 – lê-se ainda no Relatório –, não identificou a existência de lacunas essenciais por parte do IOR”:

“Não evidenciou pontos críticos fundamentais ou estruturais, mas ao mesmo tempo, como de norma, pode acontecer neste tipo de inspeção. É claro, o ciclo de inspeção concluiu-se com um plano de ação que nos meses sucessivos será monitorado pelas atividades de vigilância em setores estratégicos para a anti-lavagem de dinheiro, ou seja, avaliação dos riscos, verificação adequada da clientela, transferências internacionais de dinheiro e assim por diante”.

Cooperação internacional

A respeito do plano de atividade internacional, a AIF, na sua qualidade de autoridade de inteligência financeira, “reforçou massivamente a cooperação internacional”, acrescentou o Presidente René Brulhart. Em 2014 foram assinados “Protocolos de intenção com Unidades de Informação Financeira de 13 países, incluindo Austrália, França e Reino Unido, Alemanha, Luxemburgo, Estados Unidos”.

“Uma intensificação de cooperação, quer por impulso da AIF quer por solicitações provenientes de Unidades de Informações Financeiras exteriores”, explicou Di Ruzza, que desejou uma próxima formalização de cooperação e troca de informações com Bankitalia, com o qual, precisou, existe “uma boa capacidade de diálogo e de confiança recíproca”. (JE)

 

 

29/05/2015 15:10