Ler o artigo Acessar menu principal

Redes Sociais:

RSS:

Rádio Vaticano

A voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo

outras línguas:

Atualidade \ Geral

Livro de Jorge Mario Bergoglio sobre as relações entre Cuba e EUA

Papa João Paulo II cumprimenta Fidel Castro em 21 de janeiro de 1998, em sua chegada a Havana - AFP

09/05/2015 10:55

Cidade do Vaticano (RV) – O Santo Padre vai receber, no Vaticano, na manhã deste domingo (10/5), o Presidente de Cuba, Raul Castro, em visita particular, que se insere no âmbito da Viagem Apostólica que o Papa fará a Cuba e aos Estados Unidos, no final de setembro.

Em vista da visita deste encontro destacamos que “as relações entre EUA e Cuba sempre estiveram ao centro da atenção de Jorge Mario Bergoglio.

Com efeito, entre as mais de dez publicações,  Bergoglio escreveu, em 1998, um livro intitulado "Diálogos entre João Paulo II e Fidel Castro", onde apresenta seu ponto de vista sobre a sociedade cubana. Ao mesmo tempo, em que denuncia o embargo dos EUA e o isolamento econômico de Cuba, que empobreceu a ilha, Bergoglio sustenta que Fidel queria fazer uma aliança entre cristãos e socialistas.

No primeiro capítulo do livro, intitulado “O valor do diálogo”, Jorge Bergoglio deixa claro que acredita, como João Paulo II, que o diálogo é a única maneira de acabar com o isolamento de Cuba e sua hostilidade em relação à Igreja Católica ao promover a democracia.

Citando alguns discursos de Fidel Castro e de João Paulo II, durante a viagem, Bergoglio observa que o Papa insistia em um espaço para a Igreja em Cuba, enquanto o líder cubano insistia sobre as semelhanças entre marxismo e cristianismo. Mas ambos tiveram que ouvir uns aos outro: “O diálogo implica relação, abertura ao outro, respeito da dignidade de todas as pessoas”.

Hoje, como Sucessor de Pedro, Francisco continua a dar ênfase sobre a necessidade de se dialogar e de promover a paz. Neste sentido, apelou ao presidente dos EUA, Barack Obama, e a seu colega cubano, Raul Castro, para resolver os impasses na ilha caribenha. Sendo “imparcial” sobre o problema cubano, o Papa delineia um futuro, que pode ser bem mais realista, após a retomada das relações. (MT)

09/05/2015 10:55