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Especiais \ Memória Histórica

Os bispos brasileiros na sala conciliar

Basílica de São Pedro durante o Concílio Vaticano II - RV

06/05/2015 18:03

Cidade do Vaticano (RV) - No nosso Espaço Memória Histórica - 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a tratar na edição de hoje, da participação do episcopado brasileiro na sessões do Concílio.

No programa passado, vimos como o episcopado brasileiro manifestou-se no primeiro período das sessões conciliares, pedindo inicialmente que fosse dada prioridade às intervenções coletivas em detrimento das individuais, que se tornavam repetitivas. Dom Manoel Pereira da Costa, Bispo de Campina Grande, foi o primeiro bispo brasileiro a se pronunciar. Recordamos ainda, duas intervenções assinadas por Dom Helder Câmara, que pediam que a Igreja deslocasse seu olhar das questões internas da Igreja para os vastos problemas do mundo, que aguardavam uma palavra da Igreja.

A segunda intervenção, encabeçada pelo Arcebispo de Youndé, República dos Camarões, Dom Jean Baptiste Zoá, é assinada por Dom Helder Câmara e por outros bispos que gravitavam em torno à Igreja dos Pobres, ao Ecumênico, à CNBB e ao CELAM. A petição ataca os problemas da agenda e do funcionamento da pesada e ineficiente máquina conciliar e pede que os Padres Conciliares tenham em mãos o elenco completo dos esquemas elaborados pelas Comissões preparatórias, acompanhadas de um índice dos seus capítulos; que seja conhecida a ordem dos esquemas a serem abordados na próxima sessão conciliar e que a importante constituição De Ecclesia fosse a primeira a ser discutida no início da próxima sessão.

As duas petições foram assinadas no dia 21 de novembro, data em que João XXIII interveio no curso do próprio Concílio, dando ouvidos ao voto da maioria que pedia que o esquema De fontibus revelationis fosse retirado da pauta do Concílio e inteiramente refundido.

Dom Helder Câmara assinou muitas das intervenções coletivas do episcopado brasileiro ou latino-americano, inspiradas pelo Ecumênico ou pela Igreja dos Pobres, encaminhando por escrito suas observações ou fazendo chegar diretamente aos moderadores, à Secretaria de Estado ou ao próprio Papa, suas sugestões e propostas. Suas posições também chegaram ao Papa e à Aula Conciliar através da imprensa.

 

Fonte:  Padres Conciliares Brasileiros no Vaticano II. Participação e prosopografia. 1959 – 1965. Pe. José Oscar Beozzo

 

 

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